Xico_LopesEsta é uma boa notícia que vem de Angola. Conta-nos que será criado um pólo de desenvolvimento e pesquisa tecno-científico. Que não fique apenas no terreno das boas intenções, mas que se viabilize com presteza a construção deste pólo de desenvolvimento, que certamente contribuirá para alavancar o progresso desse país que tem um grande potencial. Como está noticiado, empresas estrangeiras já manifestaram interesse no empreendimento. Esperemos que empresários brasileiros vejam também aí, uma boa oportunidade.

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Angola vai dispor, de um parque científico-tecnológico. O projeto do empreendimento, que ocupará uma extensão de 16 hectares, foi apresentado ontem em Luanda.

Orçado em 118 milhões de dólares o projeto prevê, numa primeira fase, a construção de um conjunto de seis prédios, destinados a serviços múltiplos, centros de dados, de transferência de tecnologia, de alojamento de empresas e o de empresas-incubadora, assim como um hotel/lazer. O empreendimento estará situado junto do novo Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto (UAN), na zona Sul de Luanda.

O projeto, segundo o vice-ministro da Ciência e Tecnologia, Pedro Teta, visa o desenvolvimento sócio-econômico regional, o fomento da cooperação entre centros de conhecimento e o setor empresarial e a criação de sinergias entre as empresas estrangeiras e angolanas. Segundo o responsável, que esteve presente na apresentação do projeto que foi feita por uma consultora espanhola, a existência deste parque servirá de alternativa de desenvolvimento para o capital humano qualificado do país, podendo ainda contribuir para uma maior visibilidade de Angola a nível internacional. Pedro Teta lembrou que no país até agora, por exemplo, não existe um espaço onde as empresas possam fazer o relacionamento com as universidades. Por isso, disse acreditar que com a construção deste parque o problema será resolvido, tendo em conta que ele servirá de ponte entre os acadêmicos e as empresas.

O vice-ministro disse que o espaço mais adequado para que os pesquisadores e as empresas possam fazer o casamento entre a teoria e a prática é no parque científico-tecnológico, embora este empreendimento não tenha as funções de um parque industrial. “Este parque é voltado para a inovação e pesquisa, enquanto que o industrial tem uma vertente totalmente diferente, mais econômica”, ressaltou o engenheiro. O vice-ministro salientou ainda que o parque não é um negócio do Governo, pois a sua construção, ainda sem data prevista, deverá contar com parcerias público-privadas. Dezenas de empresas européias já manifestaram o seu interesse em fazer parte do projeto. “É preciso que os empresários angolanos estejam prontos para nele também deixarem a sua marca”, recomendou. Entretanto, Pedro Teta lembrou que após a aquisição da parcela do terreno no parque, segundo as normas que vão reger o projeto, os empresários que ali edificarem os seus estabelecimentos não mais o poderão vender a outros. Quem assim fizer, estará automaticamente a pôr fim à sua atividade dentro do parque.

Após a apresentação, disse, outros encontros serão feitos para se definirem as formas para obtenção dos lotes de terrenos, entre outras diretivas para fazer parte do mesmo.

Fonte: AUGUSTO CUTETA para o Jornal de Angola

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