255] Angola deverá ter pólo de ciências e tecnologia
Esta é uma boa notícia que vem de Angola. Conta-nos que será criado um pólo de desenvolvimento e pesquisa tecno-científico. Que não fique apenas no terreno das boas intenções, mas que se viabilize com presteza a construção deste pólo de desenvolvimento, que certamente contribuirá para alavancar o progresso desse país que tem um grande potencial. Como está noticiado, empresas estrangeiras já manifestaram interesse no empreendimento. Esperemos que empresários brasileiros vejam também aí, uma boa oportunidade.
Angola vai dispor, de um parque científico-tecnológico. O projeto do empreendimento, que ocupará uma extensão de 16 hectares, foi apresentado ontem em Luanda.
Orçado em 118 milhões de dólares o projeto prevê, numa primeira fase, a construção de um conjunto de seis prédios, destinados a serviços múltiplos, centros de dados, de transferência de tecnologia, de alojamento de empresas e o de empresas-incubadora, assim como um hotel/lazer. O empreendimento estará situado junto do novo Campus Universitário da Universidade Agostinho Neto (UAN), na zona Sul de Luanda.
O projeto, segundo o vice-ministro da Ciência e Tecnologia, Pedro Teta, visa o desenvolvimento sócio-econômico regional, o fomento da cooperação entre centros de conhecimento e o setor empresarial e a criação de sinergias entre as empresas estrangeiras e angolanas. Segundo o responsável, que esteve presente na apresentação do projeto que foi feita por uma consultora espanhola, a existência deste parque servirá de alternativa de desenvolvimento para o capital humano qualificado do país, podendo ainda contribuir para uma maior visibilidade de Angola a nível internacional. Pedro Teta lembrou que no país até agora, por exemplo, não existe um espaço onde as empresas possam fazer o relacionamento com as universidades. Por isso, disse acreditar que com a construção deste parque o problema será resolvido, tendo em conta que ele servirá de ponte entre os acadêmicos e as empresas.
O vice-ministro disse que o espaço mais adequado para que os pesquisadores e as empresas possam fazer o casamento entre a teoria e a prática é no parque científico-tecnológico, embora este empreendimento não tenha as funções de um parque industrial. “Este parque é voltado para a inovação e pesquisa, enquanto que o industrial tem uma vertente totalmente diferente, mais econômica”, ressaltou o engenheiro. O vice-ministro salientou ainda que o parque não é um negócio do Governo, pois a sua construção, ainda sem data prevista, deverá contar com parcerias público-privadas. Dezenas de empresas européias já manifestaram o seu interesse em fazer parte do projeto. “É preciso que os empresários angolanos estejam prontos para nele também deixarem a sua marca”, recomendou. Entretanto, Pedro Teta lembrou que após a aquisição da parcela do terreno no parque, segundo as normas que vão reger o projeto, os empresários que ali edificarem os seus estabelecimentos não mais o poderão vender a outros. Quem assim fizer, estará automaticamente a pôr fim à sua atividade dentro do parque.
Após a apresentação, disse, outros encontros serão feitos para se definirem as formas para obtenção dos lotes de terrenos, entre outras diretivas para fazer parte do mesmo.
Fonte: AUGUSTO CUTETA para o Jornal de Angola
Subscribe to this blog's RSS feed











