196|O Tempo sob medida: uma exposição inédita no Brasil
Para os nossos leitores que apreciaram o artigo que publicamos 051|Relógios: Muito mais do que simples medidores do tempo, sei que certamente vão se interessar por esta exposição que começará no dia 29/07 no CCBB.
Trata-se da apresentação da valiosa e significativa coleção da Fundação Medeiros e Almeida, de Lisboa, que pela primeira vez é exibida fora de Portugal.
Vale mais uma vez, uma visita ao CCBB, e se vocês forem até o dia 10/08, poderão também conhecer a mostra Barão de Mauá - O empreendedor, da qual já abordamos neste blog.
Esta mostra no CCBB exibe pela primeira vez no Brasil o acervo da Fundação Medeiros e Almeida, que contém a maior coleção de relógios preciosos do mundo.
Para Platão, o tempo era parte de uma ordem divina, para Aristóteles, a noção do tempo era intrínseca ao universo, Santo Agostinho dizia que o tempo resultava do movimento de todos os corpos, para Kant, o tempo, apesar de essencial, era destituído da realidade, Newton afirmou a uniformidade do tempo.
O primeiro instrumento para “domá-lo” foi o relógio de sol, a ele seguiram-se o relógio de água e a ampulheta, o relógio de pêndulo nasceu a partir das descobertas de Galileu (1541), o mundo contemporâneo criou o tempo real. E também a falta de tempo …
Não há como fugir dele. Para medi-lo, o homem inventou o relógio: de pé, de mesa, de suspender, de carruagem, de marinha, de bolso… Inicialmente simples, o objeto foi ganhando sofisticação tecnológica e estética. Combinando vários materiais, incorporou ouro, marfim, âmbar, bronze, pedras preciosas. E virou jóia. Passou a integrar o mundo das preciosidades. Como o exemplar assinado por Michael Sheelock, que associa mecanismos e ampulheta, cuja fama dominou o gosto da Europa napoleônica, a partir da revelada preferência do Imperador.
Duzentas dessas preciosidades, verdadeiro tesouros que marcaram as vidas das mais notáveis personalidades do século XVII ao XIX, estarão na mostra “O tempo sob medida”, que o CCBB Rio apresenta de 29 de julho a 14 de setembro, com curadoria de Luiz Geraldo Dolino. As peças selecionadas pelo curador marcam as ocorrências estéticas a contar de 1808, data a partir da qual são visíveis os primeiros sinais recorrentes da cultura européia chegada ao Rio de Janeiro na companhia da família real portuguesa.
Os modelos fazem parte da espetacular coleção da Fundação Medeiros e Almeida – única no gênero – com cerca de 700 exemplares, formada ao longo do século XX. É a primeira vez que esse tesouro sai de Portugal. No conjunto, algumas obras merecem maior destaque, como é o caso dos relógios franceses fabricados pela Casa Breguet. Outro importante destaque da mostra é a peça considerada o luxo máximo da arte sacra a serviço da medida do tempo: a Virgem com o Menino – relógio autômato de coluna em bronze dourado, cujo movimento se encontra no interior de base hexagonal em ébano. Na coroa da Virgem Maria, o relógio tem as horas gravadas em ouro.
(imagem: http://www.fundacaomedeirosealmeida.pt/index.asp)
Exemplares de bolso também farão parte da exposição, incluindo os modelos exclusivos Barwise (1790-1842), tal como o que figura em diversas pinturas e ilustrações representando o Príncipe Dom João em sua chegada ao Brasil em 1808. Os relógios despertadores constituem outra raridade do acervo. Neste caso, o destaque é Godfrie Poy (1718-1750), cujas obras, realizadas em bronze dourado e com aplicações em prata, dispõem de um mecanismo acionado e disparado com pólvora capaz de acender uma vela no candelabro que integra a peça.
(imagem: http://www.fundacaomedeirosealmeida.pt/index.asp)
Entre os relógios de pé está a série criada por Thomas Tompion (1638-1713), que trabalhava em caixas esculpidas em madeiras originárias do Novo Mundo, notadamente o Pau Brasil. Thomas Tompion é considerado o mais importante de todos os fabricantes ingleses. Suas máquinas são tidas como os “Rolls Royce” da relojoaria.
Os modelos personalizados - encomendados aos mais famosos ourives da época e que trazem suas esfinges e outras recomendações de seus proprietários - também são verdadeiras relíquias.
Ambientação
“O tempo sob medida” contará com peças do mobiliário de época, pinturas, ornamentos e tapeçarias também do acervo da Fundação Medeiros e Almeida, que serão exibidos como obras de arte complementares à coleção de relógios. Uma das salas da Fundação será transferida integralmente para o CCBB. Ousado projeto de arquitetura, design e iluminação fará o contraponto tecnológico à antiguidade do acervo. A exposição ocupará o segundo andar do Centro Cultural Banco do Brasil.
Fundação Medeiros e Almeida
A Fundação Medeiros e Almeida, em Lisboa, foi criada em 1973, com o objetivo do estudo, conservação e divulgação do seu grandioso acervo. Abriga nove mil peças entre relógios, mobiliário, pinturas, porcelanas da China, ourivesaria, joalheria, artes sacras, escultura e têxteis, que atravessam os séculos.
O fundador António Medeiros e Almeida, considerado um dos mais importantes colecionadores de arte de Portugal, doou para a Fundação todos os seus bens, incluindo a casa-sede, onde viveu durante 30 anos, um palacete oitocentista no centro de Lisboa. A Fundação é considerada hoje um dos museus mais importantes de Portugal.
Rua Rosa Araújo, n.º 41
1250-194 LisboaTel: 21 354 78 92
Fax: 21 356 19 51 / 21 316 04 68Email Geral:geral@fundacaomedeirosealmeida.pt
Mostra "O tempo sob medida"
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro,
De 29 de julho a 14 de setembro, de terça a domingo, das 10h às 21h
Serviço
Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 - Centro Rio de Janeiro RJ - CEP 20010-000
Funcionamento: De terça-feira a domingo das 10h às 21h.
Informações pelo telefone (21) 3808-2020
- Arquivo Histórico e Memória CCBB
- Terça a sexta, das 13h às 18h - 6º andar - tel.: (21) 3808-2353
- Consultas ao acervo documental que conta a história do Banco do Brasil e a sua participação na formação econômico-financeira do país.
- Consultas aos registros impressos e gravados em áudio e vídeo de eventos realizados pelo CCBB.
- Biblioteca
- Terça a domingo, das 10h às 21h - 5º andar.
- Informações: (21) 3808-2030 de segunda a sexta, das 13h às 18h.
- Empréstimo de livros por meio de rede de bibliotecas conveniadas. Sala de Edições Especiais e Obras Raras; Sala Mozart Araújo; Sala José Guilherme Merquior; Sala de Periódicos; Sala de Literatura Infanto-juvenil; Salão de Leitura; Sala Multimídia e terminais de computador para consulta do público.
- Museu
- Visitas à exposição O Banco do Brasil e sua História e ao conjunto de salas da antiga presidência. Horários e agendamento de visitas no Programa Educativo.
- Consulta à bibliografia especializada (numismática), na Biblioteca.
- Informações sobre o acervo: Tel. (21) 3808-2353, de terça a sexta, das 13h às 18h.
- Videoteca - Cabines de Vídeo
- Sessões às 11h, 13h, 15h, 17h e 19h.
- As reservas podem ser feitas pessoalmente ou pelo tel.: (21) 3808-2050, das 10h às 21h, e com um dia de antecedência. Quatro cabines, cada uma para até três pessoas, e acervo de mais de 3.000 fitas e DVDs para livre escolha.
- Programa Educativo
- Agendamento de grupos, de terça a sexta , das 12h às 18h - tels.: (21) 3808-2070 e 3808-2254.
- Visitas Orientadas
- Visita ao prédio do CCBB. Para grupos em geral - português e inglês.
- Solicitação prévia, de terça a sexta , das 12h às 18h - tel.: (21) 3808-2070 e 3808-2254.
- Banco do Brasil
- Agência Primeiro de Março - segunda a sexta-feira, das 10h às 16h - Térreo.
- Auto-Atendimento BB - terça a domingo, das 10h às 21h - Térreo.
- Banheiro Familiar e Fraldário
- Localizado no Térreo, ao lado do banheiro feminino.
- Bonbonnière
- Terça a domingo, das 10h às 21h - Térreo.
- Estacionamento
- Vans exclusivas e gratuitas transportam o público do Terminal Garagem Menezes Côrtes-TGMC ao CCBB, no período de 17h às 22h, de terça-feira a domingo.
- Entrada
- Exposições, Biblioteca, Museu e Arquivo Histórico e Memória CCBB - entrada gratuita
- Clientes do Banco do Brasil pagam meia-entrada apresentando o cartão do Banco na bilheteria.
- Cinema, Sala e Cabines de Vídeo: CINEPASSE - válido por 30 dias - R$ 8,00 e R$ 4,00 (meia-entrada).
- Música: 3ª-feiras - R$ 6,00 e R$ 3,00 (meia-entrada) e 4ª-feira a domingo - R$ 10,00 e R$ 5,00.
- Teatro e Dança: R$10,00 e R$ 5,00 (meia-entrada).
- A venda antecipada de ingressos para Teatro, Música e Dança inicia-se na terça-feira da semana anterior à do espetáculo, restrita a dois ingressos por pessoa.
- Palestras, Debates, Mesas-redondas, Sessão Criança e sessões de Cinema e Vídeo seguidas de debates com retirada de senhas(uma por pessoa) meia hora antes do evento.
- Clientes do Banco do Brasil pagam meia-entrada apresentando o cartão do Banco na bilheteria.
- Reservas: Só para Teatro e válidas somente até 30 minutos antes do espetáculo. Tel.: (21) 3808-2007.
- Facilidades para portadores de necessidades especiais
- Rampa - Av. Pres. Vargas; Sanitários - Térreo e 2º andar;
- Boxes para cadeiras de rodas - Teatros I, II e III e Cinema;
- Elevadores especiais - Videoteca e Restaurante (Mezanino);
- Terminal de Auto-Atendimento BB - Térreo;
- Telefone público - Térreo e 5º andar e telefone para portadores de deficiência auditiva.
- Fotografias e gravações em vídeo de exposições
- Não é permitido fotografar ou filmar nas Salas de Exposição, nos shows musicais, espetáculos de dança e de teatro, sem autorização prévia do CCBB.
- Guarda-volumes
- Disponíveis no Térreo, 1º andar e 5º andar.
- Loja
- Terça a domingo, das 10h às 21h - Térreo - tel.: (21) 3808-2066.
- Restaurante
- Terça a domingo, das 11h às 21h - Mezanino - tel.: (21) 3808-2080.
- Salão de Chá
- Terça a domingo, das 15h às 21h - 2º andar - tel.: (21) 3808-2090.
- Sugestões
- Formulário à disposição do público no Balcão de Informações. Ouvidoria BB - diariamente - 24 horas - tel.: 0800-7295678. Ou pelo site.
Fonte: Portal Fator Brasil
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