251] Angola: redução da mortalidade por malária em 50 por cento
O nosso blog não é só crítica, quando existem fatos merecedores de elogios, nós o fazemos também e com toda a satisfação. Ainda que a notícia seja procedente de fonte oficial do governo angolano, daremos crédito a ela.
Anuncia que a incidência de malária em teritório angolano apresentou uma significativa e constante redução no período 2003-2007. É verdadeiramente uma grande notícia, já que a malária é uma doença infecciosa potencialmente grave, causadora de milhares de mortes anualmente.
O número de mortes por malária em Angola apresentou uma queda de 25 mil óbitos, em 2003, para sete mil, em 2007, devido à expansão da cobertura sanitária, possibilitada com a chegada da paz, em 2002, segundo as autoridades sanitárias do país.
Em entrevista à Angop, o diretor-adjunto do Programa Nacional de Combate à Malária (PNCM), Nilton Saraiva, disse que logo após a guerra, em 2003, foram notificados três milhões de casos e uma média de 25 mil óbitos, quando em 2007 registrou-se um 1,8 milhão de casos e cerca de sete mil mortes.
Acrescentou que corresponde a uma redução acima dos 50% do número de casos de óbitos em quatro anos de paz, ultrapassando assim as metas de Abuja que era reduzir a 40% a mortalidade por malária em cinco anos.
Com o advento da paz , a cobertura sanitária aumentou com a recuperação da infraestrutura destruída ou inoperante, o acesso aos medicamentos, aos meios médicos e aos cuidados primários de saúde, beneficiando uma parcela maior da população.
Em 2000, Angola aderiu ao movimento Roll Back Malária, subscrevendo a declaração de Abuja, durante a reunião de cúpula dos chefes de Estado da União Africana, em que cada um comprometeu-se em apoiar os programas da malária dos respectivos países, para que deixe de ser um problema de saúde pública até 2030. Na ocasião, foram traçadas várias estratégias, como o reforço do diagnóstico e tratamento, a expansão das medidas preventivas, como por exemplo a distribuição maciça de mosquiteiros e o controle do vetor, através de ações de fumigação intra e extra domiciliar e a luta contra as larvas do mosquito, com o saneamento básico.
A mobilização comunitária, comunicação, informação e educação das comunidades para a prevenção e controle da doença, em que se define uma política nacional, constituiram outras das ações levadas a cabo. Huíla, Namibe, Cunene e Kuando Kubango foram regiões de Angola onde foi desenvolvido o programa para controlar esta epidemias através da educação a nível familiar e comunitário.
Segundo estudos, a cloroquina, principal antipalúdico até 2004, apresentava uma resistência ao plasmódio em mais de 50 por cento dos casos sintomáticos e, em cenários assim, a OMS aconselha a substituição do medicamento, caso apresente uma resistência acima dos 25%. Esta política tem se mostrado bastante eficaz, sublinhou Nilton Saraiva.
Fonte: Angop via África 21
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