075|Nova descoberta de petróleo na Bacia de Santos
Parece que o Brasil poderá efetivamente alcançar finalmente uma situação confortável frente às suas necessidades de combustível fóssil, somando-se a isso a produção de biocombustíveis, e a produção de energia através dos recursos hídricos, é de se esperar que o futuro seja auspicioso. Mas, esta conjugação favorável de circunstâncias pode ser desperdiçada, se não forem tomadas as decisões certas, se não for trilhado um caminho de probidade administrativa, se as elites que governam o país, não tiverem a percepção de que a prosperidade obtida deverá ser distribuída por toda a sociedade brasileira. Basta ver que, a Petrobras já há alguns anos distribui “rios” de dinheiro através de “royalties” a diversos municípios brasileiros, e o benefício desta dinheirama, ainda não se fez chegar às camadas mais necessitadas da nossa sociedade.
A Petrobras anunciou na noite desta quinta-feira (29) que descobriu petróleo leve em reservatórios acima da camada de sal no poço 1-BRSA-607-SPS (1-SPS-56), na parte sul da Bacia de Santos, em águas rasas. O poço é explorado exclusivamente pela Petrobras.
Em nota, a estatal afirmou que a descoberta “tem grande importância devido ao potencial de produção de petróleo leve e a localização da jazida em águas rasas no
extremo sul da Bacia de Santos”.
Ainda de acordo com a nota, a estatal informou que a densidade do óleo é de 36 º API (leve). O poço está localizado a cerca de 275 Km a sul da cidade de Santos, a costa do estado de São Paulo, em águas onde a profundidade é de 235 metros.
Na avaliação do diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, Adriano Pires, petróleo anunciado é do tipo “bom e barato”, a considerar a densidade anunciada. “É de excelente qualidade”, diz.
O óleo descoberto anunciado nesta quinta foi localizado em águas rasas, acima da camada de sal. As descobertas mais recentes da estatal, como a no bloco BM-S-8, na Bacia de Santos, em área conhecida como Bem-Te-Vi, foram encontrados em áreas ultraprofundas, abaixo da camada de sal.
Desde novembro do ano passado, quando anunciou a descoberta do megacampo de Tupi, a 286 quilômetros da costa sul da cidade do Rio de Janeiro, também na Bacia de Santos, a estatal já encontrou volumes significativos do óleo nos campos Júpiter, Carioca e Bem-te-vi.
A qualidade do óleo
Quando vão explorar campos em busca de petróleo, as empresas petrolíferas podem encontrar duas variedades básicas de óleo: o leve ou o pesado.
O petróleo leve, do tipo que a Petrobras anunciou ter descoberto em águas rasas no poço 1-BRSA-607-SPS (1-SPS-56), na parte sul da Bacia de Santos, é o mais cobiçado entre as petrolíferas, segundo o diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, Adriano Pires. “Quanto mais leve, mais caro ele é”, diz.
Isso porque, segundo o especialista, o óleo pode ser utilizado para produzir produtos mais nobres, como a nafta empregada no setor petroquímico, gasolina e gás.
O petróleo do tipo mais denso serve para produtos mais baratos, como óleo combustível. Os termos “leve” e “pesado” referem-se à consistência do óleo, que pode ser mais ou menos concentrado. De acordo com Pires, a maior parte do óleo produzido no Brasil é do tipo pesado, mais denso, cujo refino custa muito mais caro e exige mais tecnologia para as empresas do setor. “O Brasil, mesmo auto-suficiente, é obrigado a importar o petróleo leve para misturar ao pesado e baratear o refino. Se começarmos a produzir petróleo leve, poderemos parar de importar”, diz.
Para identificar a densidade do óleo, o Instituto Americano de Petróleo criou a escala API. Quanto maior o grau de API, melhor a qualidade do petróleo. A descoberta anunciada desta quinta, cujo óleo tem densidade de 36º API, é considerada excelente, segundo Pires. ”Se você pegar um óleo pesado e colocar no refino para produzir petróleo leve, é muito mais caro. Por isso ele é mais valorado”, diz. Além disso, outro fator que influencia o preço do óleo é a profundidade em que ele é encontrado. Quando se localiza em águas profundas, abaixo da camada de sal, exige tecnologia muito avançada para ser extraído, com equipamentos que poucas petrolíferas no mundo detêm atualmente.
“De águas rasas, como o de hoje, é bem mais barato para extrair”, afirma.
A referência mundial de qualidade do óleo é o tipo Brent, negociado em Londres, e o WTI, negociado em Nova York. Ambos são leves e servem como base para calcular o preço do petróleo de diversas reservas. “Para calcular o preço do petróleo da reserva de Marlim, por exemplo, o cálculo é: ‘custa o Brent menos X dólares’”, explica Pires.
Fonte: G1
Subscribe to this blog's RSS feed











