245] Lula: Nós somos mesmo uns "babacas"!
Mais uma do genial guia do povo brasileiro, sua majestade Lula I (e se Deus quiser, único). Seguindo a sua campanha eleitoral, em comício em Juazeiro do Norte, interior do estado do Ceará, o inspirado líder, estimulado pela claque que acorreu ao evento, brindou a nós, povo brasileiro, em duas oportunidades de sua falação (sim, porque Lula não discursa) a sonoridade da expressão: BABACA.
Para os nossos leitores que não estão afeitos ao linguajar de sua majestade, valho-me do imprescíndivel Houaiss que nos explica:
babaca adjetivo e substantivo de dois gêneros
Regionalismo: Brasil. Uso: informal ou tabuísmo.
1 que ou o que é ingênuo; tabaca, simplório, tolo, babaquara
2 que ou o que não tem vivacidade ou inteligência; bobo
n adjetivo de dois gêneros
Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
3 sem conteúdo ou interesse; irrelevante, superficial
Ex.: <um filme b.> <um comentário b.>
n substantivo feminino
Regionalismo: Brasil. Uso: tabuísmo.
4 m.q. vulva
Para que melhor se entenda, requer-se saber o que é um tabuísmo:
substantivo masculino
Rubrica: lingüística.
palavra, locução ou acepção tabus, consideradas chulas, grosseiras ou ofensivas demais na maioria dos contextos [São os chamados palavrões e afins, e referem-se geralmente ao metabolismo (cagar, mijar, merda), aos órgãos e funções sexuais (caralho, pica, boceta 'vulva', colhão, cona, foder, pívia, crica, pachoucho etc.), incluem ainda disfemismos pesados como puta, veado, cabrão, paneleiro, expressões tabuizadas (puta que pariu) etc.]
Fonte: Dicionário Eletrônico Houaiss da língua portuguesa v. 1.0 dezembro de 2001 Editora Objetiva
Acho que agora nossos amigos já estão suficientemente esclarecidos a respeito da expressão usada por Lula, bem como do ambiente e circunstância em que é comumente empregada. Pois bem, voltando ao assunto, leiam:
Em um discurso inflamado durante inauguração de um campus universitário em Juazeiro do Norte (CE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva taxou ontem à noite seus críticos de "babacas" que não entenderam a "revolução" na área da educação.
Lula usou duas vezes a palavra "babaca". A primeira foi ao falar do Prouni (Programa Universidade para Todos), classificado por ele de "idéia genial".
"Quando criamos o Prouni tinha um tipo de gente que fazia discurso assim contra o governo: "ah, estão privatizando a educação", "ah, estão dando dinheiro para universidade particular". Ou seja, os babacas não percebiam que estávamos fazendo uma revolução na educação brasileira", afirmou.
Logo depois, reclamou dos estudantes que protestaram contra a alteração, via Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), que aumenta de 12 para 18 a média de alunos por professor nas universidades federais.
"Aí tinha um tipo de estudante daqueles que vocês sabem, que vai para a reitoria querer bater no reitor. "Ah, 18 alunos é muita gente na sala de aula, 18 alunos vai atrapalhar a educação". O babaca rico que já estudava não queria que o pobre tivesse a chance", disse, evocando o discurso de ricos e pobres, e dizendo que prefere governar para os últimos.
"Eu digo todo dia: governo para todos, não discrimino ninguém. Mas faço como a minha mãe. Se eu tiver um bife, não tem um filho mais bonito que vai comer sozinho não. Todos vão dar uma lambidinha."
Lula fez diversas referências ao próprio passado no discurso. Numa delas, culpou seus antecessores pela violência urbana ao dizer que "a política econômica estabelecida neste país nos últimos 40 anos fez gerar duas gerações de jovens sem oportunidades". Então lembrou ser o oitavo filho de uma família pobre, na qual "ninguém virou bandido, nem nunca roubou um centavo".
Depois, falava da frustração de não ter podido estudar mais - ele não tem curso superior - quando então confidenciou que, se pudesse, teria optado pela economia.
Num momento de preocupação com a inflação e freqüentes críticas de bastidores à atuação do ministro Guido Mantega (Fazenda), ele alfinetou: "Porque economista é uma beleza. Quando economista é oposição, ele tem solução para tudo. Quando ele chega no governo, não tem solução para nada".
O presidente ironizou o desempenho da seleção nas Olimpíadas, ao dizer que "se os jogadores da seleção olímpica tivessem a mesma garra que os estudantes do Prouni, a gente teria agora que disputar medalha no domingo". Alguém da platéia lembrou que o futebol feminino ainda está na disputa.
"Ah, as mulheres são as mulheres… Por isso é que eu sou cada vez mais mulher", aproveitou. Ao seu lado, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), tida como o nome do PT para 2010, sorriu. Ao fim do discurso, Lula disse esperar que quem vier depois dele seja melhor. A platéia, formada na maioria por petistas e simpatizantes do governo, interrompeu sua fala aos gritos de "Dilma, Dilma".
Fonte: Letícia Sander para a Folha Online
(imagem: http://movimentopelademocracia-grandevaia.blogspot.com)
Meus amigos e leitores, que fique bem estabelecido: não sou rico, não sou parte da plutocracia nacional, mas eu, e todos brasileiros, ricos e pobres, somos mesmos uns babacas, por ter permitido a eleição, e pior, a reeleição, e pior ainda, se bobear, nova eleição, deste sujeito demagogo, preconceituoso e rancoroso.
Lula nos seus discursos maniqueístas, não nega a sua roupa petista. Volta e meia o vemos pregando a cizânia entre ricos e pobres (para granjear a simpatia dos excluídos de todo o sempre neste país), mas o seu comportamento pessoal tem sido o de um "novo rico" deslumbrado com as mordomias do poder. Claro, todos tem direito a uma boa vida, inclusive o Lula e a sua família, todo cidadão brasileiro tem o direito de sonhar ascender socialmente e é dever do Estado, garantir as oportunidades para que o sonho se torne possível a todos. Mas, fazer o que Lula faz, e aqui usarei uma linguagem que lhe é familiar (ao Lula), "é cuspir no prato".
Lula deve e muito aos que ele denomina "ricos", inclusive mesmo alguns milhões de votos que infelizmente o colocaram onde está. Além de tudo é mal agradecido.
De mais a mais, na figura de presidente (que ele infelizmente é), deveria mostrar alguma compostura. Em suas aparições públicas não está falando como em mesas de botequim (que lhe são tão chegadas), está falando, como o mais alto executivo deste país, deveria ter mais respeito pelo cargo que ocupa, e pelo povo que deveria representar.
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