Xico Lopes Ainda não começou para valer o funcionamento da Bolsa de Angola, mas já há algum tempo que está operando em caráter experimental. Esperemos que a bolsa angolana se torne realmente um atrativo pólo de negócios na África.

 

A Bolsa de Valores e Derivados de Angola (BVDA) já está a funcionar em regime experimental com empresas virtuais criadas no sistema, segundo o presidente da Comissão de Mercados de Capitais (CMC), Cruz Lima. Para o economista, a equipe está apenas à espera do momento da inauguração (cuja data não precisou) para substituir as empresas virtuais pelas reais, ao mesmo tempo que os cederão lugar aos investidores reais para fazer o lançamento das ordens.

Cruz Lima falava ontem, em Luanda, à margem da conferência dedicada ao mercado de capitais, realizado no edifício das AAA. O mês de junho, segundo Cruz Lima, serviu para a CMC concluir o processo da entrada de novos sócios, como alguns bancos que estavam fora da bolsa, precisando para o efeito de regularizar e adaptar as normas da bolsa aos novos regulamentos.

A CMC teve de adaptar o sistema de outras bolsas do mundo à realidade angolana, com base nos regulamentos e leis do país, como é o caso da utilização do Kwanza em algumas transações. Desde a época da criação da Bolsa de Valores há mais de dois anos, a instituição está preparando quadros e auxiliando a constituir os intermediários que vão operar e trabalhar nesta bolsa.

Neste período, veio ao país uma equipe de programadores estrangeiros que forneceu o sistema e trabalhou com técnicos angolanos para estes estarem aptos a operar o sistema durante o funcionamento da bolsa. Em termos técnicos, segundo o jurista Mário Gavião, ainda não existe um fundo de garantias. Este só surgirá com a efetivação da Bolsa. No entanto, assinalou que tão logo o Conselho de Administração da BVDA seja nomeado e tome posse, uma das tarefas fundamentais será a criação das condições para constituir o fundo
de garantias. O jurista esclareceu também que este fundo garantirá a eficiência do mercado com os intermediários financeiros (corretores) que, por qualquer razão, tenham que corrigir um erro. Numa primeira fase, o BVDA vai cobrir a falha do corretor e, noutra, este reembolsará ao fundo de garantia. “A idéia é dar ao mercado mais credibilidade e sustentação”, disse.

A bolsa terá dois mercados. O primeiro, por exemplo, em vez da obrigatoriedade de uma empresa com três anos de contas auditadas, bastarão dois, enquanto no segundo a empresa deverá ter os três anos. O mesmo vai acontecer em termos de acesso à bolsa, em que o capital da empresa, no primeiro mercado, deve ser de cinco milhões de dólares e, no segundo, superior a esse valor.

Fonte: Madalena José para o Jornal de Angola Online

Subscribe to this blog's RSS feed